17 maio, 2012

O Despertar (The Awakening) - 2011


"Florence Cathcart  perdeu os pais ainda criança e, adulta, abraçou uma profissão incomum na Londres de 1921. Espécie de caça-fantasmas, essa mulher não acredita em Deus nem em vida após a morte e, por isso, vive investigando os charlatões do além. Algo tende a mudar quando é procurada por Robert Mallory, um herói da I Guerra. Ele leva Florence até um internato de meninos no interior do país, onde o espírito de uma criança aparece anualmente nas fotos tiradas no colégio. A princípio, o caso tem um desfecho rápido. Mas, em seguida, Florence sentirá na própria pele os efeitos do sobrenatural ao perceber a presença de um espectro pelo casarão. Desde os imbatíveis "O Sexto Sentido" (1999) e "Os Outros" (2001), o tema voltou à tona com força e vem sendo explorado em resultados irregulares. Ocorre algo parecido aqui. Embora tenha premissa instigante e desenrolar com dois ou três sustos eficientes, a fita parte para o sentimentalismo espírita a fim de, vá lá, comover a plateia."



A atriz Rebecca Hall conquista o espectador com sua personagem (Florence Cathcart) logo nos primeiros minutos, a trama é muito envolvente em seu início (não deixa o público desgrudar os olhos da telona) mostrando os dramas e as convicções de uma caçadora de fantasmas no início do século XX. A discípula de Padre Quevedo, acredita apenas na evidência tendo uma bolsa cheia de instrumentos para comprovar não a existência de fantasmas mas algum truque, feito por pessoas comuns de carne e osso.  
Na história, muito bem dirigida pelo estreante em longa-metragem Nick Murphy, uma investigadora de assuntos paranormais e escritora de livros sobre o assunto, é envolvida em um caso misterioso sobre o falecimento de uma criança em um colégio de meninos. O que ela não sabia é que o assunto em questão a fará desacreditar em crenças e mudará para sempre sua vida.
Ao longo dos acontecimentos, Florence Cathcart começa a repensar sua maneira de ver a vida. É um momento delicado do filme e conta muitos pontos positivos para a intérprete da protagonista que passa para o público todo o sofrimento, medo e tensão daquele instante. Com a ajuda do Sr. Mallory (Dominic West), gago funcionário da escola onde ocorre a tragédia, e de Maud Hill (funcionária experiente do estabelecimento, interpretada pela sempre ótima Imelda Staunton), coloca em prática todo um plano para desvendar o mistério sem saber que ela tinha a chave para abrir aquela caixa de pandora.


Despertar tem atores de força dramática, como Imelda Staunton, e um clima de seriedade extrema, com discurso empolado, para imprimir veracidade naquilo que é narrado. É como se Nick Murphy quisesse realizar uma espécie de terror psicológico na linha de O Iluminado (1981), de Stanley Kubrick, e demonstrasse, a todo custo, assinatura visual e comprometimento dramatúrgico. Só que ele está refém de um roteiro tão medíocre quanto previsível, coescrito por ele mesmo, que trabalha, mais uma vez, de maneira equivocada temas psicanalíticos de relações familiares.

Deixa um gostinho de decepção, tinha muito potencial. Era para ser o primeiro grande filme de suspense do ano. Quase acontece.

Um comentário:

A. Antos disse...

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